sábado, 23 de abril de 2011

(RE)APRENDENDO A VIVER

Vou correr! Sim! Vou, de braços abertos,
sorriso no rosto e vontade de viver.
Vou pular, vou cantar, vou expressar minha opinião,
mesmo que não valha nada, mesmo que ninguém a escute,
mesmo que esteja errado.

Vou ajudar, vou ser honesto, mesmo que me chamem de fraco,
mesmo que me chamem de otário, vou ser diferente, vou fazer o bem,
vou doar amor, mesmo que me chamem de “bicha”, mesmo que caçoem de mim.

Não vou mais lamentar as perdas que tive,
vou dar graças a Deus pelas vitórias que conquistei,
vou ser feliz por estar vivo, por poder andar, por respirar,
por poder ver a beleza que existe no mundo.

Vou ser cauteloso com as palavras,
atencioso com as pessoas,
saciável com o que como,
satisfeito com o que tenho,
vou seguir meus sonhos.

Não vou mais olhar o mundo só com os olhos da crítica,
vou procurar enxergar o real motivo da minha existência.

Vou esquecer rancores, vou perdoar erros, vou apagar mágoas,
deletar toda e qualquer tristeza que ainda carrego em meu peito,
começar do zero! Sem remorso, sem lágrima,
com o coração puro em busca da minha vida.

Não me importarei com o que dirão de mim,
viverei para mim e para quem ao meu lado estiver,
viverei para frente, para cima, sem medo, receio ou pena de mim.
Serei eu, contra mim mesmo.

Provarei para mim que não é fácil ser feliz,
mas que também não é tão difícil assim,
provarei que temos muito a contribuir, a doar.
Temos o futuro em nossas mãos,
temos as mãos para moldar o futuro.

Também não esquecerei o que fui, dos erros e acertos que cometi,
guardo tudo dentro de mim, mas agora de maneira diferente,
Não esquecerei dos sonhos, das noites, dos dias,
me levarei diante de mim para me tornar melhor do que fui.

E não esquecerei jamais porque mudei...
Para ver o mundo com outros olhos,
Para não tremer diante das dificuldades,
Para ser grato pelo que tenho,
Para seguir em frente, SEMPRE!

E ao final, poder dizer: “Fui Feliz!”

Grande Abraço.
Bons Ventos!!

Zélio Marulo Jr.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Algumas Gírias Alagoanas

Aqui é assim....

Bola de gude é chimbra

Pessoa alta é galalau ou vara pau

Coisa ruim é peba ou paia

Rir de alguém é mangar

Pessoa que gosta de "tirar onda" é maloqueiro

Quem é pequeno é toco de amarrar jegue

Pequenininho é pixototinho

Quem é esperto é malaquia ou sabido

Quem é medroso é cabra mole

Menino levado é reinão

Namoro pesado é sarro

Homem safado é caba de pêia

Largatixa é catenga

Pernilongo é muriçoca

Sinal de espanto é "vôte"

Quem tem sorte é cagado

Quem não paga é veiaco

Mão de vaca é pirangueiro

Secreção de olho é remela

Meleca é catota

Odor de suor é inhaca ou catinga

Mancha de pancada é ronxa

Briga pequena é arenga

Palhaçada é muganga

Expressão de desespero é "eita bexiga" ou "isso é uma gota"

Desespero é aperreio

Pessoa metida é amostrada

Loira é galega

Abóbora é gerimum

Laranja cravo é tangerina

Aipim é macacheira

Cará é inhame

Canjica é munguzá

Otário é troxa
 
Estourar é pocar
 
Menino novo é pivete ou pirraia
 
Quem está com raiva está invocado
 
Oito é oitcho
 
Oitenta é oitchenta
 
Cagueta é cabueta
 
Grampo de cabelo é birilo
 
É mesmo é "iapôis"
 
Quem copia algo de alguém é imitão
 
Obs: Este texto foi retirado de um antigo Blog meu chamado REGIONALISMO, como vou excluí-lo irei publicar alguns textos aqui.
 
Grande abraço!
Bons ventos!
 
Zélio Marulo

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Seres Humanos


“Um humano, ser humano, pessoa, gente ou homem é um animal membro da espécie de primata bípede Homo sapiens, pertencente ao gênero Homo, família Hominídea (taxonomicamente Homo sapiens - latim: "homem sábio"). Os membros dessa espécie têm um cérebro altamente desenvolvido, com inúmeras capacidades como o raciocínio abstrato, a linguagem, a introspecção e a resolução de problemas... ” 


Como entender um ser humano que entra em um colégio e mata 14 crianças inocentes, alegando a luta pelos fracos, incapacitados e indefesos?

Como entender um ser humano que não cede seu lugar nos coletivos para um idoso com mais de 65 anos?

Como entender que um ser humano lute contra a paz comprando armas, destruindo casas, matando civis inocentes, querendo justificar seus atos pela luta dos direitos e da cidadania?

Como entender um ser humano, torcedor de um time se dê tão bem no trabalho com um amigo que torce por um time rival e quando chega aos estádios todos são inimigos?

Como entender um ser humano que vive a vida de trapaças, enganos, roubando pessoas que trabalham duro para sobreviver?

Como entender um ser humano que mande prender um oficial dos Bombeiros, que honra sua farda, ama sua profissão, simplesmente por reivindicar melhores condições de trabalho?

Como entender um ser humano que queima um índio em praça pública por pura diversão?

Como entender um ser humano que “distribui” violência gratuita nas ruas por puro preconceito, por não aceitar a preferência sexual de outro ser humano?

Como entender? Como explicar? Como não ficar horrorizado com tanta atrocidade acontecendo no mundo? Como não ter medo de sair de casa? Como viver? Como crescer? Como mudar??

Com toda certeza estes “seres” estão muito longe de serem humanos, de serem compreendidos, de serem aceitos na sociedade, de serem perdoados, de serem esquecidos com o tempo. Não! Não dá pra entender!

Só nos resta uma solução, sermos felizes pelo que somos, aceitar as diferenças, sejam elas sexuais, religiosas, cor e etc. Respeitar as opiniões contrárias as nossas, sejamos honestos, amemos tudo que conquistamos, não queira o que é dos outros, mas acima de tudo... Ame e compartilhe todo amor que puder, talvez assim, seremos espelhos para outros seres humanos.

“A palavra convence, o exemplo arrasta”
(Autor desconhecido)



domingo, 3 de abril de 2011

Linha do Tempo

Olhando para o passado, relembro, recordo...
Revivo histórias, amores, amizades,
Idéias, opções, desencantos.

O que restou? Quem eram meus amigos?
Quantos deles ainda vejo?
Amigos da ou de infância?
Quais deles eu ligo, escrevo ou ainda lembro??

Que idéias eu tinha para minha vida?
Quais delas consegui cumprir?
Quais delas já não fazem sentido?
Quantas delas eu já esqueci?

Das opções que me cercavam, quais escolhi?
Que outras deixei no passado?
Quais delas eu já desisti?
Qual delas ainda tenho guardado?
Ou outras que nem me satisfiz?

Que desencantos sofri por ser insano?
Que desencantos sofri por amor?
Que desencantos são apenas enganos?
Que outros passei sem sofrer?

Que histórias que vivi um dia, hoje queria reviver?
Que histórias que contei um dia, hoje reescreveria?
Que histórias me afetaram um dia?
Que histórias hoje não sei mais viver?

Quantas cartas um dia mandava?
Quantas outras esperei receber?
Quantas mensagens de amor continham?
Quantas de raiva consegui escrever?

E as pessoas que passaram por mim,
Quantas delas ainda lembro que vi?
Muitas pessoas talvez nem notassem,
Outras de certo, me viam ali.

Quantas mentiras um dia contava?
Quantas delas consegui fingir?
Quantas mentiras um dia vivi?
Quantas verdades fingi não mentir?

Quantas mágoas um dia guardei?
Quais delas valiam a pena sentir?
Quantas mágoas causei a alguém
Quantos “alguens” magoei sem saber?

Os meus sonhos que um dia tive,
Eram reais uns anos atrás?
Quantos sonhos ainda terei?
Quais sonhos não viverei mais?

Que coisas um dia queria?
Quantas delas já nem falo mais?
Quais delas ainda me faltam?
E as que tenho vou deixá-las pra trás?

Que pessoa sou hoje em dia?
Um reflexo do que vivi no passado?
Uma nova que já não sei mais?
Ou quem sempre sonhei ser um dia?

Quem sou eu diante de quem me via?
Diante de quem me vê?
Diante de quem não me via?

Quem sou eu diante de mim?
Diante de quem eu quero ser?
Quem sou eu por mais que eu mude?
Quem sou eu, diante de você?
 
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