sábado, 25 de setembro de 2010

Ecoando o Próprio Ser.

Uma frase mal formulada no impulso de nossas emoções nos faz perder a oportunidade de perceber o bem de um profundo silêncio.

Estar quieto não é ser submisso, é tentar enxergar, perceber tudo ao seu redor, ter a consciência de que o olhar às vezes expressa mais que as palavras.

Serenidade, momento de segurança, saber que o que foi dito não pode ser apagado, procurar os porquês, os quais, os poréns, e até os afins, não saber se manter em si é fraquejar.

Diante da ira, diante da dor, ser livre e saber o momento voar, libertar-se, compreender além da raiva e da razão, palavras saindo da boca em momentos impróprios são espinhos perfurando sentimentos e deixando uma ferida que não cicatriza.

Ouvir-se dizer aquilo que proclama a outros libera o sentido, o alerta do que está por vir, não ser escravo da nossa própria vontade em momentos delicados nos diferencia de sermos amados ou amáveis.

O mundo está cheio de verdades que não precisam ser ditas, cheios de palavrões e provocações vindos de quem a gente ama e respeita, o silêncio mostra tudo que não vemos no escuro.

A pluralidade em extasiar emoções comprimidas dentro de nós nos torna prisioneiros de um estopim que vira chama ao sinal de qualquer discussão, qualquer injúria, qualquer gesto que para quem é a pólvora disso tudo não possa suportar.

Coisas que não levam a nada, momentos que não valem nada, sensações que afloram por nada, nascidos de um vulcão em erupção não se controlam em nada!

Silenciar-se, observar-se, estar a frente do que vai acontecer e anteceder-se ao esporro mudo de quem só precisa olhar para mostrar o que sente, saber ir além do que se vê.

Nem todos sabem a dor que sentem e exalam emoções contrárias ao que realmente gostariam de sentir...

Seja o silêncio e não a inquietude.

Bons Ventos!!
Tchau.

Autor: Zélio Marulo Jr.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Desisto!

Desisto! Desisto de não ver que a cada dia que passa mais pessoas morrem, mais pessoas são assaltadas, mais pessoas passam fome.

Desisto! Desisto de não reivindicar meus direitos, de não cobrar promessas feitas, de não protestar contra a impunidade.

Desisto! Desisto de acreditar que os políticos são iguais, desisto de não pesquisar para ter um voto consciente, desisto de trocar minha vida por uma cesta básica.

Desisto! Desisto de fingir estar satisfeito porque a rua onde moro foi asfaltada, desisto de contentar com pouco, desisto de mais uma vez ser enganado.

Desisto! Desisto de me deixar levar pela opinião dos outros, desisto de votar em candidatos de amigos, desisto de votar em outro porque meu candidato não tem chance de vencer.

Desisto! Desisto de ser um joguete do governo, desisto de só ser lembrado de 4 em 4 anos, desisto de ser sub-julgado, desisto de viver a vida como se não fizesse parte dela.

Desisto! Desisto de achar graça em políticos idiotas, desisto de votar em quem não tem capacidade, desisto de receber abraços e apertos de mão de quem me ignora.

Desisto! Desisto de ver oportunidade em promessas que só me convém, desisto de ver incapacidade de se mudar o mundo, desisto de não ir à luta pela covardia e desigualdade que sofremos.

Desisto! Desisto do nulo, desisto do branco, desisto do partido, desisto dos apoios, desisto de não ver, desisto de não me aprofundar, desisto de ser mais um, desisto de ser igual, desisto de seguir só porque é maioria, desisto de ser subentendido.

Desisto! Não pelo que sou. Não pelo que lutei. Não por meus sonhos.
Desisto pelo Futuro!


Bons Ventos!
Tchau!


Autor: Zélio Marulo jr.



"Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros."
(Voltaire)

domingo, 12 de setembro de 2010

Filhos do Tempo

O tempo, que diferente dos grãos de areia, que levados pelo vento podem voltar ao mesmo local, o tempo não volta, não aguarda, não hesita um só segundo.

O tempo segue, e com ele a nossa vida, caminhando ou parado, ele vai passar, não importa o que aconteça, não importa a sua prece, ele não recua.

O tempo avança nos levando de encontro ao fim de todos nós, e quanto mais ele avança mais a morte se aproxima, são tantos aniversários, que o tempo nem se deu conta, nem se importou, seguiu seu trajeto.

O tempo que avança presunçoso não se abala em te deixar pra trás, o tempo revela, consola, faz tempo que não se tem tempo se simplesmente ver o tempo passar.

O tempo apaga coisas, retoma caminhos, promove encontros, tudo a seu tempo, e nada é tardio.

O tempo que se esvai em nossas mãos não percebe o poder da mudança, o tempo que muda tudo, o todo que o tempo muda, o tudo que não muda o tempo.

Tempo trai, o tempo não tem rugas e nem chora a morte de quem já se foi, o tempo ignora a tudo e a todos e segue... sem intervalos, sem paradas, sem hora de largada e nem linha de chegada.

O tempo que te fez esquecer é o mesmo que te faz recordar, o tempo que um dia te fez rir, pode te levar um dia a chorar, o tempo é destemido, não vê o medo da velhice, nem anseia a juventude, não perdeu a hora certa, nem chegou atrasado um segundo.

O tempo que nos contradiz dizendo que o que achávamos certo agora já não é mais, o tempo escraviza os que esperam demais e concedem aos que vão ao seu encontro.

O tempo que hora se vai e hora demora em passar possui os mesmos passos, o mesmo caminhar, as mesmas pegadas, passa horas sem passar, passa ás vezes tão rápido que mal da pra aproveitar, afrontando nossos desejos nos leva pra mais perto de onde não queremos chegar.

O Tempo é todo seu, faça do seu tempo tempo pra você, tempo de se amar, tempo de se encontrar, tempo de se impor, tempo sem limite de tempo, tempo pra criar, tempo para ser você.

O Tempo pode até mudar seus pensamentos, suas idéias, mas não pode mudar quem você é. Seguir junto com o tempo é obra, ficar parado no tempo... é tragédia.

Bons Ventos!!
Tchau!!

Autor: Zélio Marulo Jr.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Selos

Fui homenageado pelo Blog " Em Simples Palavras " de Joyce Kelly (o Blog é muito bom, só não passo lá quando to dormindo, e mesmo assim ainda sonho com ele.) com os seguintes selos e ao qual tenho a honra de homenagear outros Blogs com eles.

Que comecem as homenagens.




As regras deste selo é indicar outros 10 Blogs para recebê-los.

1- De tudo uma Amanda!- Amanda Natalino.
2- Expressão e Liberdade! - Luiza F. Nunes
3- Nova Alexandria  - Letícia e Leonardo
4- AMPULHETA:- João Victor Borges
5- De Analgésicos & Opióides - Tati
6- I-SÓ-LAMENTO - Francyne

Bom por enquanto eu vou homenagear estes 6, depois ponho mais 4.
Vamos ao próximo:





No caso deste Selo são apenas 5 Blogs homenageados. E São eles:

Expressão e Liberdade! - Luiza F. Nunes
De tudo uma Amanda!- Amanda Natalino.
I-SÓ-LAMENTO - Francyne
AMPULHETA:- João Victor Borges
Nova Alexandria  - Letícia e Leonardo

e seguindo a lista:




Regras:
- Responder as perguntas abaixo;
- Indicar um bom livro;
- Indicar um bom  blog;
- Repassar o selo para outros blogs;


1º Qual seu melhor texto?
 "Carta para o meu amor" não sei se é o melhor mas gosto dele por ter feito uma homenagem a minha esposa.
2º O que mais te inspira à escrever?
Acontecimentos do dia-a-dia, problemas sociais e opiniões.
3° Escrever para você é...?
É buscar a perfeição escondida em nossos sonhos.
4º Você admira algum escritor? Qual?
Admiro alguns, mas Shakespeare e Chaplin são os melhores.


* Indique um bom livro:
Gostei muito do "Jornal Nacional modo de fazer" de William Bonner.
* Indique um bom blog: 
Expressão e Liberdade! - Luiza F. Nunes


E o selo vai para..

Expressão e Liberdade! - Luiza F. Nunes  
I-SÓ-LAMENTO - Francyne
De tudo uma Amanda!- Amanda Natalino.
Nova Alexandria  - Letícia e Leonardo
AMPULHETA:- João Victor Borges


Só relembrando que todos estes selos recebi de Joyce Kelly em seu Blog  " Em Simples Palavras " a qual agradeço muito o carinho ao meu blog.

Bons Ventos!!
 
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