O mundo que não colhe a sabedoria da arte
É tolo, é frágil, medíocre.
A guerra pela paz sangra famílias
Mata filhos, netos, amigos.
Uma nação que não anda de mãos dadas
Ecoa o sentimento do ódio, da revolta, do rancor.
Lutar pelo bem carregado de ódio,
É levar munição para o inimigo.
Injustiçados que não veem o pôr-do-sol
Ocupam o lugar dos vilões de gravata.
No mundo de rebeliões por nada
O que se deve ser feito foi esquecido.
Braços cruzados de uma população que só reivindica seus direitos em pensamento.
Enjaulados em seu próprio lar,
Com medo da polícia, da rua, de tudo.
Não ter aonde ir quando se quer ir a qualquer lugar,
Não ter medo do que parece inofensivo,
Criamos a imagem daquilo que não vemos,
Tentando fugir de algo que não sabemos.
A luta do silêncio vivo, contra a palavra de quem ta morto.
Ninguém escapa, ninguém escolhe, ninguém almeja.
A diferença entre prática e noção é o pavio curto de quem puxa o gatilho.
Já não bastam palavras, já não bastam canções.
O homem enraizado a ser subjugado, a ser traído,
a ser cúmplice do que não quer ser.
Violentada e ferida, uma nação sem escolha.
Entre becos, pelas ruas, nas estradas,
Escravos da pobreza que mata, bandidos da fome,
Crianças que já nascem sem nome e viram homens sem lei.
Viver no limite do mundo, cegos, surdos e mudos.
Obrigados a ser aquilo que não são.
Triste mundo. Triste nação.
Não somos mais, nem tão pouco menos,
Somos iguais... Diferentes cores, raças e classes,
E quem reluta em acreditar nisto está a um passo do abismo da própria solidão.
Bons Ventos!!
Tchau.
Zélio Marulo Jr.
"Eu não sei muita coisa, mas tenho a meu favor tudo aquilo que não sei"
(Clarice Lispector)
É tolo, é frágil, medíocre.
A guerra pela paz sangra famílias
Mata filhos, netos, amigos.
Uma nação que não anda de mãos dadas
Ecoa o sentimento do ódio, da revolta, do rancor.
Lutar pelo bem carregado de ódio,
É levar munição para o inimigo.
Injustiçados que não veem o pôr-do-sol
Ocupam o lugar dos vilões de gravata.
No mundo de rebeliões por nada
O que se deve ser feito foi esquecido.
Braços cruzados de uma população que só reivindica seus direitos em pensamento.
Enjaulados em seu próprio lar,
Com medo da polícia, da rua, de tudo.
Não ter aonde ir quando se quer ir a qualquer lugar,
Não ter medo do que parece inofensivo,
Criamos a imagem daquilo que não vemos,
Tentando fugir de algo que não sabemos.
A luta do silêncio vivo, contra a palavra de quem ta morto.
Ninguém escapa, ninguém escolhe, ninguém almeja.
A diferença entre prática e noção é o pavio curto de quem puxa o gatilho.
Já não bastam palavras, já não bastam canções.
O homem enraizado a ser subjugado, a ser traído,
a ser cúmplice do que não quer ser.
Violentada e ferida, uma nação sem escolha.
Entre becos, pelas ruas, nas estradas,
Escravos da pobreza que mata, bandidos da fome,
Crianças que já nascem sem nome e viram homens sem lei.
Viver no limite do mundo, cegos, surdos e mudos.
Obrigados a ser aquilo que não são.
Triste mundo. Triste nação.
Não somos mais, nem tão pouco menos,
Somos iguais... Diferentes cores, raças e classes,
E quem reluta em acreditar nisto está a um passo do abismo da própria solidão.
Bons Ventos!!
Tchau.
Zélio Marulo Jr.
"Eu não sei muita coisa, mas tenho a meu favor tudo aquilo que não sei"
(Clarice Lispector)