sábado, 27 de novembro de 2010

1º Prêmio Alagoano de Blogs

Amigos, Leitores, Leitores amigos, visitantes, desconhecidos, blogueiros e a tuia de Gente que vier aqui. O INOPORTUNO está concorrendo ao  1º Prêmio Alagoano de Blogs  e adoraria que vocês votassem neste Blog.







Pra votar?? Simples..Simples...Basta Você Clicar AQUI  e Depois que forem direcionados para o site é só dar um  click no CORAÇÃO. Fácil, e só leva uns Dez segundos!!

Obrigado a Todos que perderam Dez segundos de sua vida para votar no INOPORTUNO.

Grande Abraço.
Bons Ventos!!

domingo, 21 de novembro de 2010

Mendigos


Filhos de um João ninguém sem Maria alguma, Órfãos de um Brasil que nunca cuida de seus filhos, ignorados pela sociedade que só liga para o próprio umbigo. Jogados pelas calçadas da vida, sem teto, sem futuro, sem amor.
Eternos massacrados, educados pela escola da vida e formados em sobrevivência. Lutam todos os dias para manterem-se vivos a espera de um milagre que nunca chega.
Abandonados por pais que nunca viram os filhos e mães que os tiveram no lixo.
Cresceram... Agora são pais de filhos que nunca viram, e filhos de avós que nunca viram os netos.

Humilhados pela burguesia que não os enxerga como humanos, e sim como um joio que teem que “conviver” sem ao menos olhar para o “fardo” que “estaciona” em suas calçadas.

E agora senhores e senhoras, como se não bastasse todo o sofrimento que a vida os reservou eles estão sendo mortos. A limpeza nas calçadas de Alagoas não usa água e muito menos sabão, é feita através de balas. São “varridos” de nossa visão da forma mais brutal e desumana possível, são mortos por quererem estar vivos.

Quando a sombra da noite cobre toda a cidade, eles viram andarilhos vagando por ruas e becos tentando fugir do encontro com a morte. Tentando sobreviver em um mundo que não os quer, que não os aceita, um mundo que não lhes deu uma chance, muito menos uma oportunidade. Um Brasil que nunca os enxergou, uma sociedade que sempre os julgou. Tentando sobreviver em um mundo que talvez um dia tenha algo pra lhes oferecer.

Eles estão em todo lugar, seres humanos como nós, sem lugar pra ir nem lugar pra voltar, sem ninguém para compartilhar o que o mundo tem ou não para dar.

Sem futuro. Sem Ambição. São apenas vítimas de uma má formação, uma má distribuição, uma má educação, uma falsa preocupação. A sociedade que só se importa com a própria situação.

Filhos de um Brasil sem Nação. Um Brasil sem Pai nem Mãe!!!



Bons Ventos!
Tchau!!

Zélio Marulo Jr.

“Educai as crianças e não será preciso punir os Homens.”
Pitágoras.




terça-feira, 16 de novembro de 2010

Calem a boca, Nordestinos!

Um e-mail esta circulando pela internet e chegou em "minhas mãos" e agradeço ao mundo interligado por isso. Este texto segundo consta no e-mail é de autoria de José Barbosa Júnior, interessante ao ponto de causar emoção (pelo menos em mim), e achei que deveria retribui-lo com vocês. Não se atenham ao título, leiam o texto até o final antes de tirar conclusões precipitadas. sem mais, vamos ao texto.


A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial  Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!
 Texto de :José Barbosa Júnior
(Aplausos)
Bons Ventos!!Tchau!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Traficante de Livros

Ele era apenas um cara que nasceu em um lugar sem opções, mas mesmo assim fez suas escolhas.

Um homem que não esperou a resposta do governo para se lamentar e dizer que nada poderia fazer, ele optou por ser mais do que poderia ser.

Buscou se encontrar sem precisar se complicar, foi fazer a diferença sem precisar ser diferente, foi dar oportunidade de conhecimento para quem não tinha esperança, demonstrou que a sua parte ele estava disposto a fazer.

Não procurou ser a diferença nas igualdades, nem tão pouco ser a igualdade dos diferentes, ele simplesmente foi humano. Um ser humano sem igual, um ser humano sem medo e sem preconceitos, cujas principais instituições a qual ele pertencia eram a da ajuda, da poesia e da música.

Após se ver encaixado na mão e a luva, montou seu céu, a livroteca brincante do pina, um céu onde as crianças reinam, aprendem e são felizes. E isto, pra ele, é a melhor recompensa.


Kcal Gomes Ferraz, o “traficante de livros” é bem como ouvi um dia alguém dizer: “esse cara merece no mínimo respeito.”

E hoje sua vida vai virar filme, e isto meus amigos, é só o começo.

Bons Ventos!!
Tchau.























"Já não há diferença entre a droga e o amor, ambos dão prazer, alegria e dor".

Kcal Gomes.

sábado, 6 de novembro de 2010

Enquanto Espero.

Escureceu, já é noite lá fora e a solidão me acompanha em mais uma jornada, o vento balança as cortinas da janela que deixei entreabertas para olhar a sua chegada.

Faz um pouco de frio, a vida fica triste que você não está aqui, o vazio ocupa o seu lugar no sofá da sala, e o eco que as paredes ressoam me respondem a mesma coisa, sempre!

A comida desagradável e fria, tão sem sabor quanto sentar à mesa sozinho, o silêncio que só é quebrado pelo som dos carros na rua, só me deixam mais infeliz, a solidão que me consola já foi minha inimiga um dia.

O mundo que já não faz sentido, o relógio na parede que sempre marca a mesma hora, seu rosto na minha memória, seus beijos em meus desejos, e tudo aquilo que vivemos me rodeiam, me cercam, me consomem.

Não me suporto, sozinho não me agüento, sou fantoche do amor, o príncipe solitário, sem cavalo e sem amada, a vida não é o bastante e os pensamentos são angustiantes.

Viver já não me interessa, as pessoas não importam, nada faz sentido, estou em um abismo sem forças para vencer, estou entregue, nada me maltrata mais que a solidão.

Nesta imensidão de sentimentos que afloram o meu viver, me parecem todos jogados ao lixo, descartados sem o menor pudor, meu amor tratado com desprezo, tudo que sinto está lançado para o isolamento, palavras que pronuncio para o nada, poemas que declaro aos quatro ventos, ninguém para ouvi-los, ninguém para entendê-los.

Sinto-me tão triste nesta noite fria de novembro, me sinto só, me sinto um nada.

Mas aí você chega. Meu amor, meu bebê, e então retiro tudo que disse antes...


Bons Ventos!!
Tchau.

Zélio Marulo Jr.


“As nossas condutas confusas nos tiram de cena”
O Teatro Mágico
 
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