No calor do dia, ruas vazias
Ao som do apito, pessoas corriam
Nas ruas estreitas à pressão subia
Em cada olhar uma aflição surgia
Nos combugóis escuros, alguém se escondia
O chileno no rádio, alguma coisa nos dizia
Crianças usadas como escudos de garantia
As ruas esburacadas onde ninguém prosseguia,
Mas o pelotão pirata continuava sua travessia.
O som de nossa chegada é mudo
Ninguém na rua para nos ver seguindo
O barulho de um confronto pode ser confundido
Qualquer estouro era o “pavio sendo aceso.”
De repente um disparo!! Ninguém sabia de onde vinha
Todos atentos, olhares fixos à procura do lugar,
O lugar onde alguém se escondia.
Continuamos em frente, ouço alguém gritar:
- inimigo na laje!! O combate era inevitável
Ouço o suspiro da morte, pra nossa sorte
Ela foi pro outro lado.
A morte preferiu, por assim dizer,
Levar consigo o homem da laje, que conheceu o perigo,
O perigo de enfrentar, homens que ali estavam para ajudar
Ajudar a acabar com a dor, mas não deste modo,
O Haitiano da laje escolheu o modo errado.
Voltamos à base, mas um dia acabou
O olhar pesado lembra o quão duro foi
Não podemos esquecer, apenas não lembrar
O hoje certamente se repetirá,
Melhor é dormir e encarar o amanhecer,
E Orar a Deus que acomode mais um Haitiano em seu lar
E para que outro não ocupe na laje o seu lugar.
Nesta caminhada...
Nosso consolo é nossa amizade
Nosso conforto é nossa família
Nossa missão é de PAZ
Nosso sofrimento é de guerra
E nossa alegria é voltar para casa!
Aos 29 irmãos militares que serviram comigo no Haiti com muita honra, profissionalismo, competência e dedicação e aos familiares e amigos que aqui permaneceram torcendo pelo nosso sucesso.
“Nós, só admitimos os fortes!!”
Autor: Zélio Marulo Jr.
Ao som do apito, pessoas corriam
Nas ruas estreitas à pressão subia
Em cada olhar uma aflição surgia
Nos combugóis escuros, alguém se escondia
O chileno no rádio, alguma coisa nos dizia
Crianças usadas como escudos de garantia
As ruas esburacadas onde ninguém prosseguia,
Mas o pelotão pirata continuava sua travessia.
O som de nossa chegada é mudo
Ninguém na rua para nos ver seguindo
O barulho de um confronto pode ser confundido
Qualquer estouro era o “pavio sendo aceso.”
De repente um disparo!! Ninguém sabia de onde vinha
Todos atentos, olhares fixos à procura do lugar,
O lugar onde alguém se escondia.
Continuamos em frente, ouço alguém gritar:
- inimigo na laje!! O combate era inevitável
Ouço o suspiro da morte, pra nossa sorte
Ela foi pro outro lado.
A morte preferiu, por assim dizer,
Levar consigo o homem da laje, que conheceu o perigo,
O perigo de enfrentar, homens que ali estavam para ajudar
Ajudar a acabar com a dor, mas não deste modo,
O Haitiano da laje escolheu o modo errado.
Voltamos à base, mas um dia acabou
O olhar pesado lembra o quão duro foi
Não podemos esquecer, apenas não lembrar
O hoje certamente se repetirá,
Melhor é dormir e encarar o amanhecer,
E Orar a Deus que acomode mais um Haitiano em seu lar
E para que outro não ocupe na laje o seu lugar.
Nesta caminhada...
Nosso consolo é nossa amizade
Nosso conforto é nossa família
Nossa missão é de PAZ
Nosso sofrimento é de guerra
E nossa alegria é voltar para casa!
Aos 29 irmãos militares que serviram comigo no Haiti com muita honra, profissionalismo, competência e dedicação e aos familiares e amigos que aqui permaneceram torcendo pelo nosso sucesso.
“Nós, só admitimos os fortes!!”
Autor: Zélio Marulo Jr.